Introdução de papinhas na dieta do bebê
Dos 0 aos 6 meses de vida, bebês devem ser alimentados exclusivamente com leite materno. A amamentação mata a fome, a sede e também oferece afeto, proteção e carinho ao recém nascido. Já a partir dos 6 meses de idade, o leite materno não consegue mais suprir todas as necessidades da criança, sendo necessária a oferta de alimentos complementares. Assim, entre o sexto e o sétimo mês de vida, além de frutas, a criança deve receber também a sua primeira refeição salgada. Esta deve ser composta de um tubérculo ou cereal (arroz, aveia, batata, mandioquinha, mandioca, milho) + uma proteína animal (carne de ave ou bovina) + uma verdura (acelga, alface, agrião, brócolis, couve, espinafre, repolho) ou legume (abóbora, abobrinha, beterraba, berinjela, cenoura, chuchu, pepino, vagem) . Em uma segunda fase há a adoção de uma leguminosa (ervilha, feijão, lentilha). A refeição deve ser preparada com óleo vegetal e temperos naturais em pequena quantidade.
Bacopa

A Bacopa monnieri é uma erva da família da Centella Asiática, utilizada na medicina tradicional indiana há séculos para tratamento da asma e da epilepsia.
Em estudos recentes, tem demonstrado eficiência no processo de aprendizado.
Seu uso deve ser cauteloso em indivíduos tomando anticonvulsivantes ou com doença de Alzhemer. Também não é indicada para pessoas em uso de drogas metabolizadas no fígado pelas enzimas da família CYP450, como sedativos, bloqueadores de canal de cálcio, fenitoína e medicamentos para tireóide.
O uso também é contraindicado na gestação
Alimentação do bebê prematuro

O recém-nascido prematuro precisa crescer de forma semelhante ao feto normal de mesma idade gestacional. Porém, particularmente nos bebês que nascem com o peso muito abaixo do esperado, atingir as necessidades nutricionais não é tarefa fácil. A própria imaturidade fisiológica do trato digestório, a limitada coordenação dos reflexos de coordenação e deglutição, o esvaziamento gástrico e a motilidade intestinal diminuídos limitam a ingestão, digestão e absorção de nutrientes. A nutrição enteral, administrada por sonda é então indicada para bebês nascidos antes de 32 a 34 semanas gestacionais ou peso inferior a 1.500 g e também para recém-nascidos que apresentem condições como doenças neurológicas, doenças cardiorespiratórias, ventilação mecânica ou má formação buco-maxilar. Os volumes devem ser sempre pequenos afim de se testar a tolerância gastrintestinal e evitar complicações como a enterocolite necrotizante. Quando esta dieta enteral mínima não é capaz de fornecer os nutrientes necessários ao pelo crescimento e desenvolvimento do bebê, a mesma é feita paralelamente à nutrição parenteral. Na dieta enteral, as necessidades podem ser supridas pelo leite materno ou por fórmulas especializadas para prematuros. Os benefícios do leite materno estão relacionados à melhora na defesa imunológica, na função gastrointestinal, no desenvolvimento mental e na diminuição do risco de sepse e de enterocolite. Para nutricionistas em dúvida sobre o cálculo da nutrição enteral ou parenteral para prematuros recomendo o livro Nutrição Clínica na Infância e na Adolescência, da Editora Manole.
Ácido lipóico
O ácido lipóico (também denominado ALA, alfa-lipoato, ácido alfa-lipóico) é um composto sulfurado (que contém enxofre), derivado do ácido octanóico. Em condições fisiológicas, o ácido lipóico está, em sua maior parte, disponível no organismo como lipoato. Está presente em alimentos como brócolis, espinafre, porém em quantidades muito pequenas e pouco disponíveis. Atua como uma vitamina do complexo B, sendo cofator para várias enzimas. Ativa a fase 2 de destoxificação hepática, facilitando a excreção de toxinas, agindo como agente protetor celular. Os níveis plasmáticos declinam com a idade e a suplementação tem sido estudada na atenuação de condições com danos ao fígado induzidos pelo álcool, mal de Alzheimer, agente antiienvelhecimento, anticâncer, protetor cardiovascular, prevenção da catarata, adjuvante em tratamento quimio ou radioterápico, melhoria de circulação e da resistência à insulina, glaucoma, hipertensão, esclerose múltipla, enxaqueca, dentre outras condições. Esta versatilidade decorre do fato do ácido lipóico ser um antioxidante que consegue atuar tanto em meios hidro quanto lipossolúveis limitando danos oxidativos. Além disso, contribui para a reciclagem de outros compostos antioxidantes, como a vitamina C, a vitamina E, a glutationa e a coenzima Q10.
A longevidade vem aumentando em todo o mundo em decorrência da maior expectativa de vida e da diminuição do número de filhos por casal. Este envelhecimento populacional trás novos desafios à saúde pública visto que câncer, doenças cardiovasculares, doenças pulmonares crônicas, pneumonia, diabetes, acidentes, doenças neurodegenerativas, doenças músculo-esqueléticas, depressão, quedas e fraturas aumentam em proporção. E todos estes problemas tem algum link com a nutrição.
O governo, a família e a comunidade precisam se envolver no cuidado com os idosos. Além de estratégias de melhoria e acompanhamento pelo SUS, o apoio familiar na compra e preparo de alimentos saudáveis e o suporte da comunidade, disponibilizando e mantendo locais de encontro, prática de atividade física adaptadas para esta população e outros tipos de suporte são essenciais.
Profissionais de saúde precisam atuar de forma integrada afim de melhorar a qualidade de vida desta população. O papel do nutricionista clínico é fundamental dentro da equipe multidisciplinar. Este trabalha com a prevenção, o diagnóstico e o cuidado de problems de saúde relacionados à alimentação. Tais problemas podem ser divididos como: desordens no consumo de alimentos ou nutrientes específicos (como a deficiência de ômega-3 ou o baixo consumo de fibras), desordens de composição corporal (como obesidade e a sarcopenia), desordens dependentes da nutrição (como a doença celíaca) e desordens responsivas à nutrição (como a hipertensão e o diabetes).
A avaliação nutricional do idoso inclui a identificação de fatores culturais, sociais, pessoais e familiares que afetem o consumo de alimentos. Inclui ainda a análise da atividade física/mobilidade, abuso de substância, uso de medicamentos, habilidade de aquisição, estoque e preparo de alimentos, dentre outras questões. Erros alimentares, principalmente com o consumo insuficiente de frutas, vegetais, legumes, cereais integrais e proteínas aumentam a mortalidade de idosos. Já a hipovitaminose D afeta a densidade óssea, a força muscular, causa imunodeficiência, desordens metabólicas como intolerância à glicose e aumenta o risco de câncer de mama e intestino.
O ideal é que a educação alimentar comece muito precocemente, dentro das famílias e nas escolas para que deficiências ou mesmo problemas relacionados ao consumo excessivo de determinados alimentos não prejudiquem a qualidade de vida em fases posteriores da vida. As crianças também devem aprender a cuidar, amar e respeitar os avós. Assim, teremos uma sociedade muito mais saudável, harmoniosa e feliz.
A fibrose cística, ou mucoviscidose, é a doença genética letal mais comum em indivíduos brancos, sendo transmitida por ambos os genitores. Nesta doença, o funcionamento das glândulas exócrinas está comprometido e as substâncias por elas produzidas (muco, suor e enzimas pancreáticas) tornam-se mais espessas e de difícil eliminação. Com isso a função pulmonar e pancreática ficam comprometidas causando um efeito adverso sobre a ingestão alimentar, uma vez que muitas crianças tornam-se inapetentes e devido à absorção limitada de gorduras. O tratamento inclui a reposição de enzimas pancreáticas afim de evitar a diarréia crônica, fezes volumosas e fétidas e esteatorréia (perda de gordura nas fezes). Esta má absorção de gordura pode levar a perdas de vitaminas A, D, E e K. Os baixos níveis de vitamina A, relacionam-se a pior estado clínico e maior prejuízo da função pulmonar. A hipovitaminose D aumenta a prevalência de osteoporose e fraturas ósseas. A deficiência de vitamina E aumenta a inflamação crônica pulmonar e a deficiência de vitamina K relaciona-se também para mais casos de osteoporose em decorrência do papel da vitamina K na formação da osteocalcina. Indivíduos fibrocísticos tem risco aumentado de deficiência de cloro e sódio, visto que as perdas estão aumentadas no suor principalmente durante dias quentes. A deficiência de ferro também é comum, sendo causada pela diminuição da ingestão alimentar, má absorção e infecção crônica.Taurina

Este aminoácido, abundante no cérebro. Sua importância é grande pois protege neurônios contra a degradação pelos radicais livres, mantém a integridade das membranas do sistema nervoso e protege o tecido contra a degeneração induzida pela L-glutamina. Por isto, tem um importante papel na memória. Estudos vem demonstrando que a suplementação prolongada pode reduzir o declínio cognitivo comum da idade. Dosagens devem ser definidas individualmente por seu nutricionista.





