Dieta gordurosa na gestação predispõe cérebro do bebê à obesidade
13/11/2008
Estudo em ratos mostrou que a exposição durante a gestação à uma dieta gordurosa produz mudanças permanentes no cérebro do feto levando à obesidade nas crianças. A pesquisa conduzida por pesquisadores da Universidade Rockefeller foi publicada ontem (12/11/08) na revista Neuroscience, e fornece mais uma chave para a compreensão dos mecanismos de programação fetal envolvendo a produção de novas células no cérebro. Os neurônios formados podem posteriormente conduzir a um consumo excessivo de alimentos. Outras pesquisas em animais já havia mostrado que o consumo excessivo de triglicerídeos (gorduras) estimula compostos químicos no cérebro conhecidos como peptídeos orexigênicos que fazem com que sintamos mais fome. Estudos anteriores também verificaram que mulheres obesas e diabéticas dão a luz a bebês mais gordos que, se expostas a muita gordura durante a infância tem uma tendência grande à obesidade em fases posteriores. Todos estes estudos tem em comum as hipóteses de que um exposição ainda uterina a um excesso de lipídos pode programar o cérebro de tal forma que o ganho de peso passa a ser provável. Apesar de a maioria dos estudos ter sido feitos em animais, acredita-se que mecanismos similares ocorram em seres humanos devido a maior vulnerabilidade do cérebro em formação. Assim, mais uma vez comprova-se a necessidade de uma alimentação saudável mesmo antes do nascimento.
Fonte da imagem: http://www.moonbattery.com/archives/20-Week_Fetus.gif
Adaptado de: http://newswire.rockefeller.edu/?page=engine&id=850







Mas os triglicéridos elevados não resultam justamente de se consumir carbohidratos em excesso (http://www.roche.pt/portugal/index.cfm/produtos/equipamentos-de-diagnostico/informacao-diagnostico/metabolicas/trigliceridos e http://www.geosalud.com/Nutricion/trigliceridos.htm), ou seja, entre 50 a 60% da energia, a recomendação usual dos nutricionistas? “Os triglicéridos provêm dos alimentos e são produzidos de forma endógena no fígado ou no tecido adiposo, principalmente a partir dos carbohidratos”. Não existe grande fundamento para julgar que uma dieta LOW-CARB e rica em lípidos, na medida certa, entenda-se, constitua qualquer problema para a saúde, muito pelo contrário. Se consumirmos mais gorduras saudáveis, monoinsaturadas e saturadas, estaremos fornecendo ao nosso corpo nutrientes que ele não necessitará mais de armazenar, logo isto promoverá o emagrecimento. Paradoxal, não é? Nem sempre somos aquilo que comemos.
Oi Ricardo, obrigada pelo seu comentario. Sim! carboidratos quando EM EXCESSO, sao convertidos em gordura (triglicerideos). Porem o que os autores sugerem e que a dieta deve ser balaceada. A proporcao de carboidratos que voce cita e a ideal, de acordo com os estudos atuais. Quantidades superiores a esta e com o consumo elevado de energia seriam sim armazenados em forma de gordura. Alem disso, carboidratos (no caso, glicose) sao fundamentais para o bom funcionamento do nosso sistema nervoso. Quanto a qualidade dos lipidios, voce esta certissimo, ela importa. Ja foi comprovado que lipidos monoinsaturados e poliinsaturados (principalmente omega-3) sao fundamentais para o bom desenvolvimento do sistema nervoso, principalmente na fase intra-uterina. Porem, qualquer substancia em excesso desequilibra as proporcoes ideais dos outros nutrientes. O estudo em questao publicado na neuroscience sugere entao que dietas hiperlipidicas devem ser evitadas. No caso, voce cita tambem as gorduras saturadas, estas junto com as trans sao as piores. Abracos.