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Tratamento nutricional da dermatite atópica

13/04/2014
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dermatite atópica é uma condição inflamatória da pele, caracterizada por vermelhidão, prurido (coceira) e lesões eczematosas (foto). Afeta principalmente crianças, sendo que 60% desenvolvem a doença antes dos 5 anos de vida. O tratamento envolve o afastamento dos fatores irritantes, como alérgenos alimentares, hidratação adequada da pele e controle da inflamação com medicamentos, como antihistamínicos e corticosteróides.

Como não há cura definitiva, pesquisadores têm buscados em terapias complementares uma alternativa para alívio dos sintomas. No que se refere à nutrição, sabe-se que alimentos alergênicos como leite, aditivos alimentares, trigo, soja, peixes, ovos, amendoim e ovos são importantes responsáveis pelos sinais da dermatite atópica. A exclusão destes alimentos reduz as manifestações dermatológicas em mais de 50% das crianças.

Probióticos (bactérias boas), principalmente bifidobactérias, tem sido administrados nestes casos, pois possuem ação imunomodulatória sobre o sistema imune adaptativo e inato intestinal, melhorando a barreira mucosa intestinal e reduzindo a produção de substâncias inflamatórias no trato digestório. Outro suplemento indicado é o ácido gama-linolênico (GLA), presente nos óleos de borragem e prímula.  O mesmo possui efeitos antiinflamatórios na pele, diminuindo a coceira e o ressecamento. Quantidades devem ser discutidas com nutricionistas.

Em adultos existem estudos com fitoterápicos, como o chá de oolong, o ginseng, a erva de São Cristóvão e o alcaçuz, com bons resultados. Porém, outras pesquisas ainda são necessárias para avaliação da eficácia clínica e segurança, principalmente quando administradas por longos períodos.

Outra grande promessa, no tratamento da dermatite atópica, é a vitamina D. A mesma facilita a cicatrização das feridas e reduz a síntese de substâncias inflamatórias. Alimentos ricos em antioxidantes, como a vitamina A, vitamina E e zinco estão indicados.

Fonte: Oliveira, D. Abordagem nutricional funcional no tratamento da dermatite atópica. Revista Brasileira de Nutrição Funcional, ano 14, ed. 58, p. 8-15. 2014.

Coma mais frutas e verduras!

02/04/2014

Especialistas do University College London divulgaram estudo esta semana, no qual recomendam o aumento do consumo de frutas e verduras de 5 para 7 porções ao dia. A pesquisa liderada pela Dra. Oyinlola Oyenbode analisou os registros alimentares de 65.000 pessoas e revelou após 8 anos de pesquisas que quanto maior é o consumo de frutas e vegetais frescos, menor é o risco de desenvolvimento de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e câncer.

O consumo de 7 ou mais porções de frutas e vegetais por dia foi associado a um risco 42 % menor de morte por todas causas. Ele também foi associado com um risco 25 % inferior de câncer de intestino e 31 % menor risco de doença cardíaca ou acidente vascular cerebral. O estudo mostrou que as verduras e legumes parecem ter um efeito protetor superior às frutas.

No Brasil, assim como nos EUA e na Inglaterra, as campanhas incentivam o consumo de 5 porções de frutas e verduras ao dia. Porem, por aqui, apenas 20,2% da população consome a esta recomendação de 5 porções ou mais de frutas e verduras diariamente (Brasil, 2012).

Insira mais frutas e verduras no seu cardápio e na alimentação de sua família, seguindo as dicas:

1.      Faça recheios naturais para seu sanduíche, omelete, lasanha ou pizza. Alface, cenoura, beterraba, espinafre, brócolis, pimentões, tomates, ervilhas, cogumelos e abobrinha, são algumas possibilidades.
2.      Vitaminas feitas com leite desnatado ou extratos (como o de soja e o de amêndoa) e uma fruta da estação (banana, morango, abacate, mamão) são opções saudáveis para o café da manhã ou lanches.
3. Teste receitas de sucos com frutas e verduras.
4. Inclua vegetais coloridos diariamente em sua salada.
5. O tempo esfriou? Que tal uma sopa de legumes quentinha?
6.  Deixe as frutas sempre lavadas e à mostra para não esquecê-las na hora de sair.

Leia mais:

- Aumente o consumo de vegetais para viver mais

Ministério da saúde lança suplemento infantil

29/03/2014

 

Captura de Tela 2014-03-29 às 07.31.48A alimentação nos primeiros anos de vida é fundamental para o ótimo crescimento e desenvolvimento. Estudos mostram que a carência de ferro, zinco, vitamina A, entre outros nutrientes essenciais gera problemas como enfraquecimento do sistema imunológico, anemia,desnutrição, doenças infecciosas e respiratórias.

 

Com o objetivo de potencializar o pleno desenvolvimento infantil, a prevenção e o controle das deficiências de vitaminas e minerais na infância, o Ministério da Saúde lançou neste mês o programa NutriSUS - Estratégia de fortificação da alimentação infantil com micronutrientes (vitaminas e minerais) em pó. A coordenadora geral de Alimentação e Nutrição (CGAN) do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime, explica que serão distribuídos, a partir de agosto, sachês com 15 micronutrientes na alimentação de crianças de seis meses a 3 anos e 11 meses matriculadas em creches participantes do Programa Saúde na Escola (PSE). O suplemento será adicionado à própria comida da criança, em escolas e creches.

 

Esse tipo de estratégia já foi amplamente estudada e é implementada com sucesso em diferentes continentes. Aproximadamente 50 países usam essa estratégia ou estão em fase de implementação. Aqui, a ação integra o programa Brasil Carinhoso, que compõe o Plano Brasil Sem Miséria do governo federal.

Composição dos sachês de micronutrientes utilizados no NutriSUS:

 

Composição

Dose

Vitamina A RE

Vitamina D

Vitamina E TE

Vitamina C

Vitamina B1

Vitamina B2

Vitamina B6

Vitamina B12

Niacina

Ácido Fólico

Ferro

Zinco

Cobre

Selênio

Iodo

400 µg

5 µg

5 mg

30 mg

0,5 mg

0,5 mg

0,5 mg

0,9 µg

6 mg

150 µg

10 mg

4,1 mg

0,56 mg

17 µg

90 µg

Características do vinho do Porto

18/03/2014

Estive em um congresso na linda cidade do Porto, em Portugal. Famosa por suas lindas paisagens, seu clima ameno e sua segurança, a cidade foi eleita pela segunda vez o melhor destino turístico da Europa. A cidade também é famosa pelo vinho do Porto, bebida adocicada feita de uvas e outras bebidas. Mas como surgiu esta delícia?

No século 17, a Europa estava em guerra e a França decidiu parar de exportar vinho para a Inglaterra e Holanda. Estes países, viram-se então obrigados a buscar bons vinhos em outras regiões.  Descobriram o vale do Douro,  uma vasta área no norte de Portugal que se estende entre a cidade do Porto e a fronteira leste do país. Contudo, na época a viagem era extremamente longa e demorada, fazendo com que os vinhos muitas vezes estragassem antes de atingir o destino final. A solução foi buscar uma fórmula mais estável e que permitisse que Portugal continuasse exportando seu vinho. A estabilização foi conseguida com a adição de aguardente ao vinho, pois a bebida matam leveduras que fermentam as uvas. A adição de aguardente faz com que o vinho do Porto tenha um teor maior de álcool (cerca de 20%) em relação aos vinhos tradicionais (13%). A interrupção do processo de fermentação deixa traços de açúcar na bebida, deixando um sabor adocicado no vinho do Porto. Por isto, costuma ser servido após jantares, como sobremesa. Como o vinho tinto, as uvas utilizadas para fazer o vinho do Porto são ricas em resveratrol, flavonóides, vitaminas e minerais. O resveratrol é capaz de ativar a proteína SIRT1 no corpo humano aumentando a longevidade. Contudo, a bebida não deve ser consumida em excesso em virtude da alta concentração de álcool e açúcares. E se você não pode ou não gosta de vinhos também poderá obter o resveratrol das cascas de uvas roxas, dos amendoins, das frutas vermelhas e de suplementos. 

Desperdício de alimentos no Brasil

18/03/2014

Aproximadamente 64% do que se planta no Brasil é perdido ao longo da cadeia produtiva, fazendo do país um dos campeões mundiais do desperdício:

  • 10% perde-se no campo, durante a colheita;
  • 50% no manuseio, transporte e armazenamento;
  • 30% nas centrais de abastecimento, como SEASA;
  • 10% no processamento culinário, em restaurantes e domicílios.

Para fugir deste ciclo, faça sua parte. Compre apenas a quantidade de alimentos necessária à sua família e aprenda a aproveitar integralmente os alimentos.

Mais: ONG Banco de alimentos


A composição corporal

09/03/2014

Captura de Tela 2014-03-09 às 20.46.53 Observe a figura dos dois homens ao lado. Ambos possuem 1,90 metros e 110 kg. O cálculo do IMC revela obesidade grau I (30,5 kg/m2).

Porém, a composição corporal destes indivíduos é bastante diferente. Enquanto o primeiro possui um alto percentual de massa magra o segundo possui um alto percentual de gordura corporal.

A diferença de composição faz diferença não só em termos estéticos mas também de saúde. Um alto percentual de gordura, especialmente localizado na região abdominal aumenta a incidência de doenças cardiovasculares e diabetes.

Captura de Tela 2014-02-19 às 13.51.36

Para manutenção de uma composição corporal com menos gordura, evita-se o consumo de carboidratos com alto índice glicêmico e adequa-se o consumo de proteínas.

Enquanto isso, exercícios de força favorecem o ganho de massa muscular. A diminuição da quantidade de gordura e o ganho de musculatura pode não alterar a composição mas altera definitivamente a forma do corpo.

A gordura possui menor densidade. Ocupa maior espaço no corpo. Já o músculo possui maior densidade, porém ocupa menor espaço no organismo.

Os superalimentos

01/03/2014

1) MIRTILO

Valorizado pelo alto nível de antioxidantes como a vitamina C e as antocianinas, fibras e magnésio. Estes nutrientes podem diminuir a pressão arterial e o colesterol, prevenir contra doenças cardiovasculares, diabetes e certos tipos de câncer. Nossos equivalentes brasileiros são as amoras pretas. Podem ser consumidas in natura, em vitaminas, shakes e no iogurte.

2) ALHO

Este alimento também tem efeitos poderosos no organismo. Fonte de alicina e a aliina,  vitaminas C e B6 e  minerais como manganês e selênio, os quais contribuem para a diminuição da pressão, do colesterol, evitam os resfriados, previnem certos tipos de câncer e também osteoartrite.

3) ROMÃ

Ótima fonte de fibras, carotenóides, vitaminas C e E além de taninos com propriedades antioxidantes e antiinflamatórias. Estudos vem mostrando benefícios destes nutrientes na saúde cardiovascular, diminuição do risco de câncer de próstata e diabetes

4) BRÓCOLIS

Esta brássica ou vegetal crucífero é fonte de vitamina C, betacaroteno, K e B9, de fibras e do mineral cálcio. Possui também antioxidantes potentes como o indol-3-carbinol e o sulforafano, capazes de diminuir o risco de câncer de próstata, mama, boca, esôfago e garganta, reduzir a pressão, o colesterol e os triglicerídeos e prevenir o diabetes.

Receitas: pizza com massa de brócolis, suco verde com brócolis

5) PEIXES RICOS EM ÔMEGA-3

Os peixes gordos possuem o lipídio ômega-3, com propriedades antiinflamatórias e protetores no coração, olhos e cérebro.  Também são fontes de vitamina D, selênio e proteínas. 

Observação: evite fritar os peixes. Leia mais sobre a forma correta deste superalimento clicando aqui.

Saiba mais nos livros:

- Nutrition & Health

- Alimentos que curam

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